quinta-feira, setembro 22, 2005

Parcialidade (parte II)

Parcialidade! Bonita palavra, esta. Tão bonita que vou tentar fazer de improviso uma dissertação clubísticofilosófica acerca de tão poético polissílabo, mas sem ser tão chato quanto o Fernando Seara.

Antes de mais devo referir que, surpreendentemente, vejo nela uma certa analogia relativamente ao benfica, porque, se dividir a palavra em duas metades e alterar a sua ordem terei, “idade parcial”. E, meus amigos, isto tem tudo haver com o benfica, pois não há mais nenhum clube (ou pessoa) que pense que tenha uma idade parcial, ou seja, que festeje o seu suposto centenário 4 anos antes da data certa. Seguindo esta lógica, eu a partir de agora convidaria os amigos para festejar a formação do óvulo e do espermatozóide que me deram origem, umas semanas antes de eu nascer. O mais curioso é que os benfiquistas continuam a celebrar a fundação do clube Sport Lisboa (o qual foi verdadeiramente fundado em 1904 em Belém!), como se do sport lisboa e benfica se tratasse.

Acho sempre muito engraçado ver um jornalista expor as suas opiniões, em vez de expor os factos, e deixar o público os avaliar. Basta ligar a TVi pela noite, para ver a maior boca humana articulada fazer de cada anúncio de uma nova notícia, a sua própria opinião. O próprio Miguel Sousa Tavares (comentador prestigiado?) sentiu isso na pele, ao ser abocanhado, mastigado e cuspido em directo, por ter apenas uma opinião diferente da suposta jornalista, que todas as noites retira do seu abismo, digo boca, uma mão cheia de juízos inúteis. Outro exemplo, é o do jornalista Pedro Pinto, também da TVi (coincidência…?), a que eu prefiro chamar de Aquele-gajo-loiro-armado-em-jornalista-que-fazia-“cumentários”-no-big-brother, mas que por motivos de brevidade vou tratar por gajo-loiro-que-fazia-cu. Pois bem, este sujeito foi entrevistado há uns tempos, para a estação televisiva onde trabalha (isto já parece perseguição), enquanto assistia a um jogo de futebol do seu clube de eleição, o benfica, e onde afirmava ser um acérrimo adepto desse mesmo clube. Para um gajo-loiro-que-fazia-cu que se expõe assim, só falta dizer que andou a dar mergulhos da prancha do “Lucky me”, que bebia umas bejecas com o Vilarinho no elefante branco, ou que o Vieira lhe fazia sempre desconto quando lá ia comprar dois pares de pneus.

Não me interpretem mal! Acho que todo o jornalista tem o direito de expor a sua opinião, mas no local certo e sem afectar a sua isenção, como neste blog. Mesmo assim, fico entristecido quando “certas pessoas” dizem mal do meu SPORTING. E sim, eu não sou jornalista, nem juiz, nem árbitro, nem padre. Por isso, posso opinar sobre o que quiser sem esperar que um gajo qualquer me venha criticar, tipo eu!


PS: Para aqueles que repararam porque raio escrevi TVi, apenas posso dizer que subscrevo a Ana Malhoa quando esta dizia que “inteligente é com o i” e que foi a única forma de fazer o “i” o mais pequeno possível…