sexta-feira, dezembro 30, 2005

Bom ano novo

Para ser grande, sê inteiro: Nada

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive

Fernando Pessoa (Ricardo Reis)

terça-feira, dezembro 27, 2005

há dias e dias

Há dias em que somos confrontados com cojunturas que nos obrigam a tomar decisões que adiamos o mais que podemos.
Depois de experimentar um amor, e ser obrigada a largá-lo, opto pelo outro que me vai fazer muito mais feliz.

Só estou dividida entre a Bélgica e Inglaterra. Ajudam-me?

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Apatia, marasmo ou insatisfação

A minha primeira manchete

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Portugal: o filho esbanjador e mimado da UE (2)

Finalmente, a conclusão a que queria chegar depois do sermão dos subsidios europeus (desculpem lá qualquer coisinha, tipo os rios de texto que tenho para aqui posto)

Voltando à primeira questão, o novo acordo e o orçamento fantástico de Portugal não traz tantas esperanças como poderia trazer.

Avistam-se mais projectos de "aproveitamento de fundos" em investimentos megalómanos rudemente justificados à opinião pública - Ota, TGV (e não foi mesmo este argumento de aproveitar fundos descaradamente utilizado para justificar este último?) - enquanto o interior do país, em claro défice de... tudo, continua apenas a ser alvo das magras reformas rurais, sem condições para atrair a indústria que, de resto, lá vai abandonando o litoral à sua sorte e deixando os serviços do terciário totalmente desapoiados - e depois admiram-se que os centros de emprego estejam cheios: para além da pressão dos ex-operários fabris que ficaram sem trabalho e muitas vezes sem indemnizações, há a falência e contenção de custos das empresas que lhes prestam serviços, etc, etc.

Quanto à "parcela não quantificada" de fundos para a investigação cientifica, cultura, etc, o burocratizado acesso mediado pelas sempre mesmíssimas instituições levará apenas a que os subsídios e apoios sejam dados aos mesmos tubarões das elites sociais, os mesmos que receberam os apoios até agora e que no entanto falharam em desenvolver seja lá o que for a que se propuseram. Os balúrdios gastos em cinema, foi o que se viu. Actividades culturais, teatro? os subsídios estiveram suspensos no Norte mesmo para os tubarões, quanto mais pensar em apoiar gente nova, jovem e com ideias. Depois, os "promotores culturais" da nação - e ressalve-se bem as aspas - masturbam os seus egos com produções absurdas e justificam a sua mediocridade com o atraso cultural do país.

A investigação cientifica, essa, a boa é feita no estrangeiro e por lá fica ou então é feita de forma medíocre e por cá fica, porque aqui não há gente com ideias, e mesmo que haja não há dinheiro para financiar novas ideias: não convém aos interesses dos catedráticos nacionais incentivar aqueles que têm capacidade de destruir tudo o que têm feito até agora, e leia-se, incompetência anti-académica nivelada por baixo, muito embora recitem de cor Derrida e seja quem for (quando o fazem, quando o fazem).

E a Europa, como uma mãe que mima o filho, não se isenta de culpas: tudo isto passa incólume por quem passa os cheques, a ingerência mediocre é aplaudida e o orçamento é o que está à vista. E Portugal continua debaixo das saias da mamã aos 30 anos, feliz com a sua eterna dependência. Não se fala, nunca, de orgulho nacional e orgulho europeu. Falar disso seria contribuir para o orçamento europeu com mais do que os dividendos que tira, como a Alemanha. É criar uns espectaculares 170.000 empregos por dia comparados aos cerca de 230 criados por Portugal; falar de orgulho europeu e nacional seria não aceitar este cheque, por vergonha. Eu tenho.

PS - do investimento na ruralidade - 3170 milhões - uma nota, apenas; no total dos últimos 7 anos, alguém arrisca um número para quanto se gastou no combate e prevenção de incêndios florestais, e respectiva reflorestação?

E, daqui, conclua-se o que se quiser.

Saudações da Pérola do Atlântico (sim, a internet já chegou aqui...e os transportes públicos também!!!)

Greetings from the Neverland!

Começo por emitir um pedido de desculpas, uma vez que saí do rectângulo sem me despedir do Hades. A verdade é que levei três dias a me despedir, atrasei o processo de empacotamento de tralhas e fui à pressa para o aeroporto. (Sempre à última da hora!!Emoção até ao último minuto.)
Ok, não é desculpa mas, tenho a dizer que não gosto muito de despedidas (acho que ninguém gosta) e qualquer post seria o resultado da emoção à flor da pele, nada que seja frequente no nosso Hades!

Aproveito a oportunidade para dar as boas vindas ao/a B_flat (a líh já te deu os regulamentos do hades?Tens de fazer um juramento com a mão direita em cima da constituição!) e saudar o regresso do nosso verdocas que andava desaparecido em combate por terras alentejanas. Já o encontramos e ele já encontrou a ligação à internet! :P

Não resisto a fazer uma excepção...vou abrir o capítulo da lamechice no Hades Cá Vir! Queria mandar um beijinho muito grande e especial às entidades que organizaram e participaram na minha festa de despedida (surpresa)! Teve muito significado para mim. Eu sei que isto não é a cerimónia de entrega dos Óscares...o que vocês mereciam eram 4 prémios Nobel:Um por cada ano que me aturaram!! E ainda um prémio carreira porque, depois de quatro anos ainda conseguem manter a sanidade mental!
Muitos beijinhos e abraços apertados para vocês! (Oh meu deus que isto já parece a coluna da loura Elsa, e já nem sou loura!!Estão a ver o que me fazem!?!?)

O rochedo no meio do atlântico goza de boa saúde, está mais quentinho do que terras de cuba, o alberto continua com as suas diarreias mentais...tudo igual! Há coisas que nunca mudam!

Despeço-me alertanto que por motivos de ordem técnica a minha participação no Hades está limitada!

Trudilu e Merry X-mas (já lá vai a chefa reclamar!)

Europa, um aparte

Fora da revolta, um grande Olá e um beijinho / abraço / manifestação de afecto e solidariedade com os bloggers ;)

Continuando o raciocínio de ontem, se Portugal não merecia o budget que teve, a verdade é que estão também errados aqueles que pensam que a UE está isenta de culpas em tudo o que está a acontecer, inclusivamente da sua própria situação.

Se a entrada dos novos países deveria, como se esperava, ter o 'timing' ideal para permitir a expansão progressiva das economias dos velhos países membros (que entretanto se supunham consolidadas e preparadas para esse impacto), a ela sucede-se uma das piores crises económicas de sempre da UE, com laivos de crise política: supostamente a caminhar a passos largos para o plano original da Federação Europeia, com a introdução rápida da moeda única, espaço schengen, e medidas desse género, a constituição falha redondamente, problema do Reino Unido persiste apesar dos esforços inglórios de Blair (cheques ingleses, manutenção da libra, etc), e a Comissão Europeia continua a ter extremas dificuldades em impor a sua autoridade. Até aqui, precalços mais ou menos previstos embora indesejáveis.

Face a este cenário, o que fazer perante a possível dissidência de Reino Unido e aos "ciuminhos" dos países ex-pequenos e pequenos (Espanha na primeira categoria e Portugal, Grécia, Irlanda, Letónia e afins na segunda) que de repente - com a entrada dos países de leste - se tornam grandes e médios, respectivamente, com responsabilidades de contribuição para o orçamento geral? Continuar a exercer pressão com a manutenção de negociações com a Turquia, declarando-as como "vitais, breves, urgentes, cruciais". A mesma Turquia que há pouco tempo mantinha uma ocupação totalmente ilegal de metade da ilha cipriota; a mesma Turquia cuja democracia é jovem, mascarada quase.

Sob a sombra da incompatibilidade com o sistema democrático, acrescenta-se à crise económico-política uma sobrecarga que em tempos de terrorismo, na minha opinião, dificilmente irá reforçar os frágeis laços de coesão entre os povos europeus - mesmo que se aumente em 300% os fundos destinados para esse efeito.

Por coincidência (apenas), a crise acentua-se sob uma presidência portuguesa. Durão Barroso tem culpas no cartório ou surge apenas como bode expiatório dos diversos líderes que previam esta situação face à evolução recente de acontecimentos? Uma coisa é certa: os carros parecem ter sido definitivamente postos à frente dos bois, e pagaram os incautos: os ex-pequenos. E, entre esses, nós. Mas ao menos temos um bom abono.

Portugal: o filho esbanjador e mimado da UE (1)

1) Bom. Fora da típica aura de "coitadinhos" e de mediocridade do espírito português, há coisas que devem ser ditas como são. Ontem, dia 21 de Dezembro de 2005, foram finalmente anunciados os resultados do acordo plurianual para o orçamento da União Europeia entre 2007 e 2013, acordo do qual Portugal sai inegavelmente beneficiado. Durante sete anos, mais de seis mil euros por minuto entrarão nos cofres do Estado com destino à sua aplicação pública - perfazendo um total de 22.500 milhões de euros, cerca de 4 milhões a mais do que a mais optimista das expectativas.

2) Desses, 16.420 milhões serão aplicados no "desenvolvimento estrutural" regional e social, sobrando ainda alguns para a coesão (2422 milhões), desenvolvimento rural (3170 milhões) e pescas (220 milhões). Restará, ainda, para além dos apoios directos aos agricultores, uma pequena parcela "ainda não quantificada" segundo o Público para investir em política interna, cultura, ambiente e investigação cientifica.

3) Mais do que excelente, este orçamento permite que Portugal não se afunde totalmente, pelo menos, por mais 7 anos, cortesia das negociações diplomáticas do MNE e da presidencia europeia de Durão Barroso. Contudo, na verdade, é um bonus que Portugal não merecia.

4) Portugal é o filho esbanjador e mimado de uma Europa mergulhada em crise. Digo-o porque já em tempos beneficiou de uma boa dose de apoios comunitários que seriam mais que suficientes para uma contribuição positiva do país na UE, fazendo uso do investimento previo para melhorar as condições do país e aproveitar as economias emergentes dos novos membros para expandir o mercado - esses sim, com obvias necessidades de apoios estruturais.

5) Contudo, tudo o que Portugal conseguiu fazer foi concretizar projectos megalómanos baseados no argumento de "aproveitar os fundos já que cá estão" - sem saber o que fazer ao dinheiro, enumere-se o trabalho péssimo nos Pólis (e o da caparica?), a expo, os estadios do euro, enfim. Tudo, claro, com uma elevadissima concentraçao no litoral do país, acentuando a clivagem com o interior, a par de um crescimento do defice, diminuição do PIB, desrespeito sucessivo do pacto de estabilidade e uma contraproducente e cada vez mais pesada despesa pública.

6) Apesar de ser leigo em termos de assuntos de economia comunitaria, nao posso deixar de encarar com surpresa este investimento no nosso país numa época de crise, face ao quadro acima traçado e à entrada de novos paises membros, acrescentando a isto os falhanços relativamente à constituição europeia. E em vez de um castigo - merecido - Portugal sai beneficiado.

Ano novo vida nova

O Hades tem nova aquisição... Aguardem para ver... (rufar de tambores)

Bem vindo

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Regresso

É verdade, o gajo do coração verde (e não do cabelo) voltou! Escrevo em resposta aos pedidos das minhas fãs jornalistas que há muito reivindicavam o meu regresso, já que há muito não tinham uma pessoa para criticarem e mandarem umas boquinhas acerca do SCP (que para regozijo meu, já não perde dois jogos consecutivos).

Falando acerca dos acontecimentos marcantes do dia d'ontem:

1-Depois de ter visto o debate entre os principais candidatos à presidência (intervalando com o jogo do SPORTING, claro) concluo que ao contrário das minhas convicções o Soares está vivo! Foi bonito ver um octagenário a atacar e a calar várias vezes consecutivas "o grande" Cavaco Silva, não que ele tenha dito alguma coisa do quer que seja até agora, mas mesmo assim deu-me um certo gozo. Acho que o Soares ainda vai a tempo de mudar o meu voto, veremos...

2-Dei umas valentes gargalhadas ontem quando vi a operação criada pela tvi na tentativa de promover o último episódio da novela "Ninguém como tu". Ele foi carrinhas de alta segurança a proteger a cassete, ele foi helicópteros a sobrevoar a dita, até puseram um segurança a proteger o cofre onde esteve a cassete até a hora da emissão da novela, não fosse uma qualquer senhora de idade, na ânsia de saber quem tinha assassinado o António, tentar o rapto e pedir um resgate chorudo pela cassete, ou pior, que contasse às vizinhas todas do bairro o desfecho da novela e assim se desfizesse no país inteiro, em pouco mais de meia hora, o enigma guardado a sete chaves.

3-Ontem ao ver o programa "Você na Tv", o Jorge Palma ia-me quase enganando. Então não é para meu grande espanto que até começar a sua actuação este me parecia estar sóbrio! Depois sim, após se ter enganado umas 4 vezes na letra e tocar a guitarra aos "solavancos" percebi que era realmente ele que estava a actuar. Não sei se é da idade ou da droga que ele agora toma, mas o que é certo é que precisamos de um Jorge Palma "anestesiado" para nos presentear com a sua melhor música.

PS: Um grande beijinho para a madeirense que, num acto de loucura, saiu da terra prometida e foi viver de vez para um pedaço de terra qualquer perdido no Atlântico. Desejo-te tudo de bom e espero que ganhes juízo e voltes para Portugal ;) portate estepilha

terça-feira, dezembro 20, 2005

Debate

"Cavaco Silva quando fala com as pessoas, ou fala de economia ou cala-se"

By Soares

Desilusão

Uma pessoa vê o Marco Horácio na televisão e até pensa: hummm não está nada mal não senhor...

Depois encontra-o na Pascoal de Melo e desilude-se... Para além de passar pouco do metro e meio, não tem realmente pescoço e como se não bastasse tinha umas botas da tropa pretas com cordões cor-de-laranja...

Está tudo dito

Intenção de voto

1- Não voto Cavaco por razões óbvias
2- Não voto Jerónimo porque me desiludiu no estilo adoptado
3- Não voto Louçã, porque não me convenceu com o discurso proferido
4- Não voto Alegre pelos ataques à democracia que protagonizou
5- Só não voto Soares porque é um grande lobbista, mas caramba diverte-me como tudo...

Resultado: Farei pimponeta nos quatro da esquerda e tapo a cara para não ver onde voto. Engulo um sapo mas ficarei feliz por ter exercido o meu dever e direito cívico.

Para mais esclarecimentos sobre a minha intenção de voto vejam o debate Soares/ Cavaco...

segunda-feira, dezembro 19, 2005

A evidência desconcertante

Está mesmo de partida para a Madeira

Até já

domingo, dezembro 18, 2005

Despedidas!

Hate doing that! I really Hate it!

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Postar, postar, postar

A fórmula mágica para esta súbita vontade de "postar" deve-se sobretudo ao facto de me ter dedicado ao relatório de estágio all night long...
As más línguas dizem que como não consegui transpor para o relatório o meu espirito critico e acutilante, ando-me a vingar no Hades.
Caras más línguas deste país, isso ñ é de todo verdade! Acordei bem disposta, já ñ se pode??
E mais, há quem diga que se a uma noite mal dormida juntarmos duas coca-colas temos a receita para um dia de genica extrema! Não, não vou experimentar descansem!

Grandeza à portuguesa

Há muito que o nosso país perdeu a notoriedade de outros tempos. Longe vão os tempos das descobertas e dos grandes navegadores agora o nosso cantinho à beira-mar plantado é conhecido por estar na cauda da europa, pela crise económica, pelo Cristiano Ronaldo e pela voz e cabelo de "Vienetta" da nossa Mariza.
Mas a alma lusa, ciosa de grandeza não se deixou abater pelo déficit económico e trafulhices da união europeia...agora somos os melhores em quê? A inventar records do Guiness, e diga-se que cada um é melhor que o outro. Tão bons, tão bons que ninguém ousa tentar ultrapassá-los.
De notar que os records adequam-se à época em que estamos. No Natal temos a àrvore de natal mais alta da europa na Praça do Comércio.
O Brasil, nosso país-irmão, parece ter herdado a mesma aptência para a imbecilidade dos records do Guiness. Eles têm, imagine-se, a maior àrvore de natal do mundo!! Ela flutua e gasta uma quantidade absurda de energia, energia essa que o Brasil pode perfeitamente dispender em luzes, porque até nem tem onde gastar o dinheiro.
Mas continuando pela terra das quinas...não é que batemos mais um record?!? Temos o maior presépio de chocolate do mundo!!
Caramba, somos mesmo bons! A nossa grandeza é infinita...e a estupidez pelos visto também prevalece...

...speechless

Uma amiga minha de longa data e muito culta, por sinal, passou-me as seguintes palavras:

"O que costumava amar, já não amo; minto: amo, mas amo menos; ainda assim continuo a mentir: amo, mas mais envergonhadamente, mais tristemente; agora é que disse a verdade. De facto, é assim: amo, mas desejaria não amar o que amo, desejaria odiá-lo; amo todavia, mas sem querer, mas coagido, mas triste e em pranto. E, mísero, em mim mesmo experimento aquele famosíssimo dito: Odiarei se puder; se não, amarei apesar de mim".

Em Vasco Graça Moura, As Rimas de Petrarca

Sem comentários...!

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Carta aberta a J.B.

No passado sábado assisti a um episódio do CSI na SIC ao qual não pude deixar de ficar indiferente.
A violência, o sangue, a tensão dos casos foi completamente abafada por um pormenor: não é que aquele mesquinho do Elliot foi fazer queixinhas ao Grissom do Warrick??!!? Dizer que o rapaz andou a jogar em Casino no horário de trabalho??!? Pressionar o Grissom a despedi-lo...onde é que já se viu!?
Amigo Jerry Bruckheimer, se isto é uma desculpa para dar um fim ao Warrick Brown, personagem magnificamente interpretada pelo esplêndido actor Gary Dourdan, aviso-lhe já que não tem qualquer cabimento!
TODAAAAAA a gente sabe que o Warrick é dos melhores investigadores, extremamente profissional e com um faro apurado para solucionar com eficácia e sucesso casos que pareciam não ter um fim à vista.
Está bem que o rapaz é um bocadinho rebelde e que gosta de jogar..e depois? Não pode ser só trabalho! Está provado que as pessoas necessitam de distracções...
Por isso Jerry tu vê lá, não te desgraces! Sem o Warrick o CSI Las Vegas não é o mesmo, ganha juízo homem, porque se retiras o Mr Brown do ar, vai por mim que, muita malta vai deixar de ver o CSI com os mesmo olhos.
E porquê? Porque, a série perde toda a credibilidade, qualidade e beleza.
Tu é que ficas a perder...

PS. Já agora, no CSI Miami era bom que a nossa amiga Calleigh Duquesne deixasse de ter banda sonora cada vez que vasculha destroços de corpos ou limpa armas. Man, aquilo é um bocado pindérico...

segunda-feira, dezembro 12, 2005

O Caetano é "qui sabi"

De hoje em diante vou modificar
O meu modo de vida
Naquele instante que você partiu
Destruiu nosso amor
Agora não vou mais chorar
Cansei de esperar, de esperar enfim
E pra começar eu só vou gostar
De quem gosta de mim

Não quero com isso dizer que o amor
Não é bom sentimento
A vida é tão bela quando a gente ama
Tem um amor
Por isso é que eu vou mudar
Não quero ficar
Chorando até o fim
E pra não chorar
Eu só vou gostar de quem gosta de mim

Não vai ser fácil, eu bem sei
Eu já procurei, não encontrei meu bem
A vida é assim, eu falo por mim
Pois eu vivo sem ninguém
(Caetano Veloso, Só vou gostar de quem gosta de mim)

O pio

Recuperei o pio... a avaliar pelas pessoas que se cruzaram hoje comigo parece que recuperei demais.

Dúvida existencial: eu adoro este clima então porque é que o meu corpo não me obedece e gosta também e não adoece?

P.S- já perceberam porque estou assim?

quinta-feira, dezembro 08, 2005

A época festiva

Se estivesse na ilha maravilhosa certamente já teria ouvido: "tá-se quase chegando à festa!"Já teria passeado pelas ruas do Funchal, agora enfeitadas de luzes onde abundam o aroma a pinheiro e a cabrinhas (para a cubanada, as cabrinhas não são animais do monte, mas uma erva que serve para enfeitar a lapinha...ai que vocês também não sabem o que é lapinha! É uma espécie de presépio à madeirense).
A zona velha já deve estar cheia de chavelhas a venderem bugigangas, droga e artigos roubados, ou então a roubarem de esticão as malas dos turistas que pensam que os ladrões ficaram na terra deles.
Esta é a altura em que a minha avózinha celeste dedica-se a fazer bolos e broas de mel de fazer àgua na boca, e a minha madrasta já bateu (tal como nos outros anos) a vizinhança toda fazendo o presépio e a àrvore de natal no dia 1 de Dezembro. "Assim o Natal dura mais tempo", justifica ela.
Ah como é lindo o natal na ilha!
Em vez de estar a viver o "corre-corre" natalício lá da terra, estou aqui em terras de cuba a gramar os anúncios na TV!!!
Quer dizer, já não bastam os anúncios de brinquedos que parecem nunca mais ter fim e que me dão vontade de querer ser criança outra vez, tenho que levar (salvo seja) com o raio do anúncio do El Corte Inglès!!!! Há coisa mais horrível e pindérica do que aquela??
Tenho para mim que isto é coisa do Ministro da Economia. Os portugueses andam a gastar demais, e para que lojas eles vão?Para tudo o que vem de Espanha. Cheira-me que o ME manipulou a agencia publicitária do Corte Inglès, que produziu um anúncio simplesmente asqueroso de modo a que ninguém vá aos grandes armazéns "se desgraçar".
Imaginem se dá aquela música tenebrosa quando as pessoas andam lá às compras!?!

quarta-feira, dezembro 07, 2005

post merdoso

Ando sem inspirção, farta, cansada e com falta de caracteres...deixei a minha cota semanal de letras a escrever no Independente desta semana: 4 páginas minhas...
com tanto trabalho posso afirmar que: Estou sem pio!

Prometo recuperar a lábia em tempo útil.

terça-feira, dezembro 06, 2005

Sushi nevermore!

O que é que acontece quando três alminhas penadas resolvem experimentar o novo restaurante japonês da rua?
Saem de lá três almas penadas, desgotosas, com fome e direitinhas ao atrium aconchegar o estômago!

segunda-feira, dezembro 05, 2005

É oficial!

Venho por este meio declarar que:
desisto de compreender o comportamento e o pensamento masculino!

Desisto porque, cheguei à triste conclusão que não há absolutamente nada para perceber..será que são ocos?

De qualquer forma não interessa, já não faço qualquer tipo de esforço para os compreender!

The end!

Depois de três meses de angústia, stress, nervosismo e sofrimento era suposto que este fosse um momento de alegria extrema, mas não o é.
Começo a achar que estabeleci uma relação de amor-ódio com a empresa: hate it but can´t live without it!
Adeus às impalas douradas, ao maravilhoso manjar da cantina, ao cantinho dos estagiários, à rotunda do staples...
Adeus à terra onde alguém perdeu o muco!
Vou rumar ao rochedo mais esbelto do Atlântico!!

quinta-feira, dezembro 01, 2005

As medidas do candidato 45-95

O Independente deixou-se contagiar pelo lema da campanha de proximidade soarista e seguiu o candidato presidencial durante um dia no Algarve. Não houve banhos de multidão na sexta-feira em que Soares apelou ao voto feminino
"Um belo dia de sol no Algarve". Foi assim que o socialista João Cravinho antecipou o dia de campanha de Mário Soares por terras de Cavaco. Com Boliqueime ali tão perto, o candidato octogenário preferiu terras cor-de-rosa para passar a sua mensagem. Guia, no concelho de Albufeira, foi escolhida para um almoço com apoiantes, mas diga-se, a bem da verdade, que não estavam só portugueses. "Mário Soares é internacional", ouviu-se. Inglês não falou, nem francês, ficou-se pelo bem português, algarvio, "frango à Guia" ao almoço. Rodeado por ilustres figuras do socialismo algarvio, riu, conversou mas não discursou: "Fica para a noite".
Pierre Chevron, um apoiante belga, conta que gosta do ex-Presidente porque ele "é um símbolo de paz e de pai". Não é a primeira vez que está em campanha com Mário Soares e não quer perder pitada das suas voltas por terras algarvias. Não arreda pé. Joaquim Guerreiro, amigo de Chevron, faz-lhe companhia:"Não podíamos perder a vinda do doutor Soares ao Algarve". Claro que não.
A comitiva segue para o Zoomarine, que fica logo ao atravessar da estrada. Soares queria ir a pé (talvez por ter dedicado o dia ao Ambiente) mas a comitiva insistiu que "é perigoso passar esta estrada". Cedeu. Lá atravessou a estrada de carro. Por falar de carro, há quem alerte para um pormenor: a matrícula do seu automóvel é 45-95 (não divulgamos o resto por motivos de segurança). Contam que é piada corrente dizer-se que esse deveria ser o resultado da primeira (45 por cento) e da segunda volta (95 por cento). Esperemos por Janeiro.
Situemo-nos em Novembro. Mário Soares está agora no Zoomarine. É convidado VIP e senta-se na tribuna para assistir ao espectáculo de golfinhos. Não teve direito a banhos multidão mas por onde passa é olhado com curiosidade. Quem achou mais piada foram as crianças. Soares falou e riu com elas. Pergunta-lhes se "gostam de golfinhos", ao que prontamente respondem, em coro: "Xiiimm!"
Pois bem, venham de lá os golfinhos, que não se pode deixar nem crianças, nem o "dr. Soares" à espera. Rodeado por jornalistas, que não o deixam assistir convenientemente ao espectáculo, Soares deliciou-se com o golfinho-líder, de nome "Cher". "Este é fantástico", exclama. Será pelo nome ou por ser o líder? "É mesmo fantástico", repete.
Rafael Morais, de seis anos, preferiu olhar para o candidato. "Aquele ali é o Mário Soares, não é?", pergunta. O petiz tem já as suas convicções políticas bem definidas: "Se eu fosse grande votava nele." Mas porquê? "Ora... porque gosto dele!" Fim de conversa.
Deixamos então o Rafael, que sem Mário Soares por perto poderá agora deliciar-se a ver os golfinhos. Até à hora, a política estava afastada do dia de campanha. Essa ficava para mais tarde. Por agora, o candidato preferia falar do parque e de como funcionava, e conversar com quem se aproximasse.
Acompanhado pelo responsável do espaço, Arlindo Ferreira, Soares fez uma visita guiada e alertou para a necessidade de não se esquecer as questões ambientais no debate presidencial. Começava a política. Mas Soares queria mesmo era era ver as tartarugas. Era o dia dedicado ao Ambiente- e às mulheres, que marcavam presença discreta. Não estavam Joana Amaral Dias nem Maria Barroso. Restavam as autarcas socialistas da região do Algarve, entre as quais Ana Figueiredo, presidente da Junta de Freguesia de Portimão, que não descolou da comitiva. Gosta de Soares desde que se lembra e apoia-o, entre outras coisas, "pela experiência".
Voltas gigantes
"Com Mário Soares tudo é possível", exclama-se pela multidão. O candidato foge aos planos de Arlindo Ferreira, responsável pelo parque, e cede ao desafio de se lançar numa volta pela roda gigante. "Deixa-nos ir dar uma voltinha?" Ora, seja feita a vontade do "senhor Presidente". Deu uma volta e parou. Prenúncio das eleições? "As segundas voltas são sempre as melhores!", responde. Ficou pela primeira.
Antes de deixar o parque viu ainda os aquários, onde, entre robalos, tubarões e raias, estava a tão desejada tartaruga. "É centenária?" Infelizmente, para Soares, não era. "Eles queriam era que me pusesse em cima de uma". Felizmente, para ela, não pôs. Fica para a próxima.
Finalmente a política
No rodopio de inaugurações de sedes de campanha, Soares foi de Faro a Olhão e depois para Portimão. Seria aí o ponto alto do dia. Pelo caminho, andou de comboio na linha problemática Faro-Olhão e recebe o calor de um popular que do lado de fora, bate insistentemente no vidro e diz o que Soares não quis dizer: "O candidato do Partido Socialista é só um. O resto é paisagem!" Soares sorri, agradece, mas não deixa de avisar: "Ainda parte o vidro!..."
Em terras de Cavaco, deixou-lhe recados: "Um Presidente da República tem que ter consciência dos problemas." E ainda: "Cavaco Silva é um homem de talentos. É especialista em Finanças e Economia e fora isso não tem preocupações."
Houve ainda duas palavras para as declarações de cariz presidencialista de Francisco Balsemão: "Fiquei surpreendido".
Já em Portimão esperava-o um jantar com mais de 500 pessoas. É recebido em ovação. Acena, abraça, mas não se perde no meio da multidão. Um dia "low profile" apenas agitado pelas palavras de Manuel da Luz, presidente da Câmara Municipal de Portimão.
O autarca pôs a sala de pé a gritar "Soares é fixe". Sossegou o candidato: "Portimão e o Algarve gostam de si." E deixou ataques cerrados àquele considerado por Soares como "o único rival". Disse Manuel da Luz: "Pretende aparecer como se fosse um profissional, como se a política fosse coisa nenhuma." Deixa a plateia a rir quando, num tom irónico, afirma: "Ele até não fala!" Soares também riu e ficou satisfeito com as declarações do anfitrião. Subiu ao palanque na terra que diz sua "por adopção" e discursou por largos minutos. Deu tempo para tudo.
Na terra adoptada falou da crise, de como ultrapassá-la, e apelou ao voto das mulheres. No dia internacional da luta contra a violência sobre as mulheres, Soares elogiou-as: "As mulheres trabalham muito mais que os homens." Depois recorda que "é verdade que já começam a aparecer maridos espancados, mas a desproporção é muito grande".
No passeio por terras algarvias, que terminou já com chuva, esta foi a única inimiga num dia em que, nem as rosas distribuídas em Portimão tiveram espinhos.
O Independente 30 de Novembro de 2005